Quem nunca aprontou que aplique o primeiro cartão...
Por Wagner Silva
Como muitos dizem “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. E com base nisso gostaria de dizer o que penso a respeito de um assunto que tem sido muito debatido: o comportamento dos "meninos da Vila".
Acredito que havia espaço para Neymar e Paulo Henrique na relação de atletas de Dunga que irão defender a seleção brasileira na próxima Copa. Oh... se teve espaço para Kléberson (reserva no Flamengo) e Júlio Baptista, porque não eles? Na minha opinião, ambos teriam lugar na equipe que vai a África, principalmente o Ganso, que vem comendo a bola!
Enquanto alguns se rendem ao futebol apresentado pelos garotos nesse primeiro semestre de 2010, muitos questionam muitas vezes as atitudes dos mesmos, embora até o momento não tenha observado nada demais.
É verdade, que ocorreram os casos da polêmica a cerca de uma visita as crianças em uma entidade religiosa em Santos e a possível provocação a Vanderlei Luxemburgo, mas que no fim das contas acabaram com pedidos de desculpas de Neymar & Cia.
O que estou querendo dizer, é que o momento de errar (e ser corrigido) é esse, como todos dizem são garotos, então que sejam orientados de forma a agirem como homens mais a frente. Quando cito no início do texto “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, é porque acredito que algo muito parecido pode ter ocorrido com o “Imperador” Adriano.
Nunca fui fã do avante rubro-negro, mas confesso que se trata de um bom jogador. Lamentavelmente, é ter que se deparar a cada dia que passa com notícias (muitas vezes bizarras) da vida pessoal do jogador. Certamente, é muito mais fácil apontar uma série de atitudes de alguém, do que se colocar no lugar da mesma.
Dessa forma, mais uma vez me pego conversando com meus botões e me perguntando:
- Qual será a sensação de um jovem da favela que em um momento é apenas mais um sonhador em busca de se tornar um jogador profissional... que de um dia para o outro se torna ídolo, cercado de holofotes e assinando contrato milionários?
Não precisa ser muito informado (basta assistir o jornal) para saber que a pobreza afeta direta ou indiretamente grande parte da nossa juventude, basta olhar a história de vida de boa parte desses jogadores. Como não aceitar que esse dinheiro (antes inexistente) pode virar a cabeça de qualquer um?
Claro que a falta de um bom aconselhamento, e de pessoas bem intencionadas fazem toda a diferença. E nessa atual realidade, onde os empresários são os mais beneficiados – ganhando muito e investindo nada – essa molecada que vem surgindo, fique a mercê de quem apenas deseja lucrar, lucrar e lucrar... a custa do suor dos outros!
O que resta é torcer para que essa nova geração de craques, esteja bem orientada (principalmente por pais e familiares) não apenas dentro de campo, mas fora das quatro linhas também. E que as molecadas sejam apenas coisas da idade... afinal quem é que nunca aprontou uma quando era moleque?
Imagem: http://2.bp.blogspot.com









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